O que ver no Fringe?

Por Luciana Romagnolli e Soraya Belusi A pergunta é: o que ver no Fringe? Faço abaixo minhas escolhas depois de uma olhada atenta no guia. Mas uma olhada nunca é o bastante. Por isso, este é um post sujeito a alterações e, sobretudo, a riscos. Assumir alguns riscos, afinal, é o caminho para se escapar…

A desobediência libertadora: além do bom ou ruim

por Luciana Romagnolli “Viúva, porém Honesta”. Foto de Danilo Galvão. Desde o Festival de Curitiba deste ano, quando o Teatro Inominável e o Magiluth se revezaram no Teuni, algo em comum se viu no teatro de Recife e do Rio de Janeiro, nos modos como esses dois grupos de jovens atores, entre 20 e 30…

o humano extrapolado – festival de Curitiba

por Luiz Felipe Leprevost Nena Inoue em “Haikai”. Fotos de Daniel Sorrentino. o ato não cerebral que surge não da cultura, mas do estranho do mistério. o terceiro verso do haikai: o finalmente aparecido que desaparece no momento em que é posto. não é mais o que nunca está, mas o que se faz numa…

Ruffles, Locomia, Almodóvar e Magiluth – Fringe

por Fernando de Proença “Viúva, Porém Honesta”. Fotos de Sergio Silvestre. Nelson Rodrigues está feliz. A subserviência não veio trabalhar na montagem do Grupo Magiluth de “Viúva, Porém Honesta”, a tal farsa irresponsável de Nelson . Tudo é tocado por um senso de liberdade e autonomia pelos criadores do trabalho, tudo é de um frescor…

A ambição da originalidade – Entrevista com Roberto Alvim

por Soraya Belusi e Luciana Romagnolli Roberto Alvim. Foto de Ernesto Vasconcelos. Roberto Alvim parece ter o paradoxo como companheiro. Carioca de origem, nunca se identificou com a tríade praia-samba-futebol de sua cidade natal e foi encontrar em São Paulo o ambiente favorável para investigar a alteridade radical em seu trabalho. Um dos encenadores mais…

A ousadia da baixeza no “Circo Negro”; da CiaSenhas

“Circo Negro”. Fotos de Ester Gehlen. por Luciana Romagnolli No “Poema em Linha Reta”, Fernando Pessoa (1888-1935) vê um mundo repleto de semideuses onde seu eu lírico parece ser o único vil, “no sentido mesquinho e infame da vileza”. A ironia se lança contra a negação/o ocultamento dos comportamentos e instintos mais baixos. Aqueles mesmos…

"O Espelho" evidencia a dificuldade de quebrar a hierarquia no convívio teatral – Mostra Oficial do Festival de Curitiba

por Luciana Romagnolli “O Espelho”. Fotos de Annelize Tozetto. Em sua empreitada para definir o teatro sem desconsiderar que essa arte passa por um processo de desdelimitação na contemporaneidade, o ensaísta e dramaturgo argentino Jorge Dubatti identifica uma estrutura matriz singular que o diferencia de outras manifestações culturais também fundadas na representação, como o cinema e a…

Multiplicidade de formas – Breves notas sobre as Mostras Especiais e o Fringe 2013

por Soraya Belusi (*) Não há a soberania de uma única forma teatral. Se até poucas décadas bastava-nos a divisão entre dramático e épico, na cena contemporânea convivem as formas narrativa, dramática, lírica e performática, entre outras, o que torna os trabalhos, muitas vezes, inclassificáveis sob categorias pré-determinadas. Pelo menos três montagens que integram as…