O poder subversivo da contracultura formal

Por Valmir Santos – Teatrojornal (*)   Os procedimentos dramatúrgicos e cênicos de Guillermo Calderón em Escola combinam elementos épicos e dramáticos que potencializam uma teatralidade feita de sutilezas e impurezas nas angulações crítica e política em que se anuncia. Seu mote é um achado, e explosivo.  Ao circunscrever o treinamento dos integrantes de uma guerrilha em tempos de…

Espaços para desconfiar do discurso

Por Luciana Romagnolli – Horizonte da Cena (*)   Até o torturador cria para si histórias que o convençam de que faz o bem. Dita quase com essas palavras em Escola, tal frase é indício da perspectiva complexa com a qual o diretor Guillermo Calderón aborda temas políticos em espetáculos como Villa+Discurso, apresentado no Brasil…

Indagações sobre a morte (forma e conteúdo)

Por Soraya Belusi (*) Desde o século XX, a reflexão sobre as possibilidades dos elementos teatrais para além da imposição hierárquica do texto dramático tomou o primeiro plano do pensamento teatral contemporâneo, gerando uma série de teorias, estudos e práticas acerca desse debate. Desde então, uma diversidade de conceitos vêm sendo criados e utilizados pelos…

Sismo das Palavras

Análise do espetáculo “Villa + Discurso”, de Guillermo Calderón. Por Marcos Coletta “Em toda a sociedade a produção do discurso é simultaneamente controlada, selecionada, organizada e redistribuída por certo número de procedimentos que têm por papel exorcizar os poderes e os perigos, refrear o acontecimento aleatório, disfarçar a sua pesada, temível materialidade” – diz Foucault…