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“Os Bem-Intencionados”, com o grupo Lume. Foto de Alessandro Soave. |
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Marcelo Castro, Grace Passô e Gustavo Bones em “O Líquido Tátil”. Foto de Guto Muniz. |
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“A Noite Devora seus Filhos”. Foto de Guto Muniz. |
Veronese chama “A Noite…” de texto antiteatral e sob perigo de cair em uma armadilha demasiado enunciativa na direção. Na versão do Paisagens Poéticas, a narrativa de fato é muito presente, contudo, contrasta com a exposição da construção da cena, reafirmando o fazer teatral. Você pode comentar as escolhas por duas atrizes e por essa construção aparente expondo mecanismos da cena?
Se as atrizes reais representam atrizes sem público, nós, público real, representamos nossa própria ausência, o que nos faz refletir sobre nossa condição de espectador (ou simulacro de), e, ainda mais, nosso lugar como consumidor de arte. Vivemos em uma democracia, o que no mundo capitalista se resume à liberdade de consumo: podemos escolher não ir ao teatro, ao museu, à exposição, à livraria, que competem de igual com um shopping (há teatros em shoppings, inclusive). As pessoas trabalham muito, ganham pouco, e precisam gastar seu dinheiro naquilo que realmente consideram atrativo e prazeroso. Neste mercadão, o artista precisa fabricar suas vitrines, seus pódios, seus rankings, a fim de tornar seu produto atraente, legitimar sua importância, criar as iscas para pescar público, patrocinador, curador e crítico. E se por sorte e muito marketing, atinge o “sucesso” e causa a idolatria, desafio maior é se manter, pois este canhão de luz não é um canhão seguidor.
Por Soraya Belusi
Essa definição sobre os embates na cena teatral do último século, breve e imprecisa, que não nos garante nenhuma espécie de porto seguro, é apenas um ponto de partida para nos aproximarmos de algumas das questões operadas em “Prazer”, mais recente espetáculo da Cia. Luna Lunera, que, após dois meses em cartaz em São Paulo, segue a temporada com apresentações na Mostra Oficial do Festival de Curitiba. À sua maneira, “Prazer” opera em sua construção com procedimentos e referências muito relevantes no que se convencionou chamar “teatro contemporâneo” (“pós-dramático”, “performativo”, etc), de questões, escolhas e tendências observadas em muitos trabalhos atuais.
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Cláudio Dias, Isabela Paes, Marcelo Souza e Silva e Odilon Esteves formam o elenco de “Prazer” (Foto Adriano Bastos/Divulgação) |
por Luciana Romagnolli
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“Entre Nebulosas e Girassóis”. |
Por mais distintos que sejam em seus caminhos éticos e estéticos, os dois espetáculos que estrearam dentro da programação do Verão Arte Contemporânea neste início de ano em Belo Horizonte – “Entre Nebulosas e Girassóis” e “Popwitch (Bata-me)” – mantêm no horizonte o ideário comum do amor romântico, monogâmico, compartilhado ao longo de toda vida por parceiros de quem se idealiza também a beleza física, o caráter nobre, os sentimentos sublimes e a pureza de conduta (sobretudo da mulher, virginal, cuja sexualidade é confinada), numa associação com os valores morais da cristandade.
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“Entre Nebulosas e Girassois”. |
Esse é um ideal que o grupo Teatro Adulto resgata em “Entre Nebulosas e Girassóis” do romantismo aos modos do Werther de Goethe (a propósito, inspiração de seu espetáculo anterior, “A Última Canção de Amor deste Pequeno Universo”). E que o diretor Diego Bagagal herda das fábulas infantis de princesas e dos contos de fadas (como já fazia em seu anterior “Poplove”) para “Popwitch”. A distinção maior entre essas criações está no posicionamento que adotam.
A questão a ser colocada como provocação primeira aos dois trabalhos é: o que perpetua essa visão do amor tantos anos após a revolução sexual, para dizer o mínimo? Quando os questionamentos feministas e gays já desestabilizaram os fundamentos do patriarcado e a posição central e absoluta do homem heterossexual como o padrão saudável a ser seguido? Quando o machismo e o controle sexual sobre as mulheres vêm sendo desconstruídos em favor de novos valores afetivos e sexuais? Em suma, após termos entrado em um processo de transformação da intimidade, como o define o sociólogo Anthony Giddens justamente no livro “A Transformação da Intimidade”?
“Entre Nebulosas e Girassóis” (do qual, aviso, assisti apenas ao ensaio geral e, portanto, não tecerei comentários sobre a encenação por ora) sustenta-se na idealização romântica do outro. O espetáculo do grupo Teatro Adulto coloca em cena a figura de um homem maduro e ensimesmado em seu pessimismo, o que o impede de se aproximar da jovem por quem se sente atraído. Sua estratégia, frente à presumida incapacidade de ação no mundo real, é projetá-la em um sonho no qual ele aparece mais jovem e belo, e ela, com a perfeição frágil e asséptica de uma bailarina de caixinha de música.
Somente nesse mundo onírico eles podem viver o amor. Ainda assim, trata-se de um amor pudico e marcado pela ingenuidade, aferrado àquele ideal sublime de conduta: um amor a ser vivido debaixo de uma chuva colorida e que será corrompido à medida que os personagens sonhados adquirirem independência e consumarem sexualmente a paixão. Essa negação do real – e da carne – praticada pelo protagonista comporta um traço de anacronismo difícil de se conciliar com o ethos adulto contemporâneo.
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“Popwitch (Bata-me”). Foto de Guto Muniz. |
“Popwitch (Bata-me)”, por sua vez, já se alinha às libertárias reflexões sobre gênero que desestabilizam justamente o padrão heteronormativo. Na pele de uma bruxa-trans-brasileira, o diretor e ator Diego Bagagal cria uma comédia irreverente e sarcástica, que mira contra relações de poder cristalizadas entre os sexos – e atinge, como efeito paralelo indissociável do modo como essa ética se construiu, essas mesmas relações no contexto político de dominação entre Europa e Brasil.
O inquietante é pensar por que o humor crítico de Bagagal ainda se sustenta sobre ilusões românticas das mais acríticas, como se muito pouco se tivesse avançado socialmente e sexualmente para além das expectativas fabulescas. Este é um paradoxo em sua obra, já delineado em “Poplove” e acentuado em “Bata-me” à medida que o espetáculo apresenta uma encenação mais rigorosa e sedutora que a do anterior – sobretudo pelas performances de Rosa Antuña como a princesa-bailarina (personagem análoga à de “Entre Nebulosas e Girassóis”) e do próprio diretor como a transexual-protagonista.
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“Popwitch (Bata-me”). |
As fórmulas do príncipe encantado e da mulher-princesa já não estariam por demais gastas na cultura pop ocidental, onde proliferam modos de desconstrução desse imaginário? Hollywood não sabe mais qual subversão infligir às personagens de contos de fadas para que guardem ainda algum atrativo comercial; nem resta novidade em ensaios fotográficos sensuais e/ou sádicos com brancas de neves e Cinderelas distorcidas. O cansaço em torno desses temas se deve à sensação de que já foram revirados, desconstruídos e criticados, de modo que não há centelha nova que os faça reacender. Aí se encontra o limite que “Bata-me” parece se autoimpor. Ainda que avance na visão libertária de sexo e gênero, ao zombar do imaginário principesco continua atado aos mesmos velhos paradigmas e padrões obsoletos.
Parece inevitável, tanto pela proximidade temática quanto temporal de suas estreias, remeter “Bata-me” ao filme “Doce Amianto” (leia crítica de Marcelo Miranda aqui), de Guto Parente e Uirá dos Reis, apresentado na Mostra de Cinema de Tiradentes em janeiro. Também o longa-metragem tem como protagonista uma transexual, sem que essa condição se sobreponha à sua identidade como mulher e aos seus sonhos românticos. Talvez a maior diferença esteja no modo como a própria Amianto se relaciona com suas fantasias românticas: nunca sucumbe acriticamente a elas, debate-se, recusa-as, numa obra que adere à sensibilidade da protagonista sem repetir indiscriminadamente padrões de conduta.
por Luciana Romagnolli
“A Noite Devora Seus Filhos”, montagem da companhia mineira Paisagens Poéticas para um texto de Daniel Veronese, coloca outra vez em questão a possibilidade de construção de uma representação para o trágico, para o trauma. Este é um problema que tem inquietado muitos realizadores no teatro recente. A principal referência é “Villa” (leia a crítica), de Guillermo Calderón.
Aquele espetáculo, apresentado no FIT-BH 2012, discute diretamente a ética relativa à reprodução do horror da ditadura chilena, num embate entre a necessidade de perpetuar o ocorrido para evitar seu esquecimento (e sua repetição) e a recusa ao sensacionalismo, consciente dos limites da imagem e da palavra para recriarem uma experiência passada. Em outra medida, “Sinfonia Sonho” (leia a crítica), do carioca Teatro Inominável, também aborda cautelosamente um evento trágico, descrente das possibilidades de reconstituição e de compreensão do horror.
Na montagem mineira, a experiência traumática sofrida por uma garotinha é comunicada ao espectador através de (no mínimo) uma dupla mediação, lançando a atenção — como nos casos dos espetáculos acima citados — sobre estratégias de abordagem do horror. Nada mais coerente como reação ao sensacionalismo crescente com que esses casos têm sido tratados em meios de comunicação e artísticos, que carregam um prazer sádico pela catarse, pelo sentimentalismo e pelos detalhes escabrosos. Que sirva de exemplo recente a reprodução de vídeos gravados pelas vítimas do incêndio em Santa Maria.
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“A Noite Devora seus Filhos”. Fotos de Guto Muniz. |
Fora do campo da reencenação da tragédia, “A Noite Devora Seus Filhos” elege como principal operação a narrativa. É por meio da fala, na construção tateante de discursos incompletos e desencontrados, que as memórias do trauma vão se estruturando e revelando o acontecimento vivido. O risco assumido da verborragia praticada é que as palavras se percam no espaço entre palco e plateia, de modo que já não se acompanhe seus sentidos e partes do quebra-cabeças fiquem para trás. Embora isso tenda a ocorrer em momentos do espetáculo, o modo como a personagem se apresenta sugere que as palavras são mais importantes para ela mesma do que para o espectador. A este, cabe mais testemunhar a maneira como elas servem à construção de uma narrativa própria para aquela vida, com a qual organize sua identidade diante da memória das experiências passadas.
Essa questão da identidade sustentada ao longo do tempo de uma existência se evidencia na duplicação da personagem em duas atrizes de idades distintas, confinadas num mesmo espaço onde suas palavras se sobrepõem, coincidem e se completam. Como escrevi quando a obra ainda se tratava de uma cena curta, daí se intui que aqueles abalos do passado não a abandonam em nenhuma etapa da vida, são sempre um filtro em sua relação com as pessoas e coisas ao redor; e noções como futuro e passado perdem a sua clareza. De alguma maneira, aquela mulher ficou presa ao evento da infância, como sugerem as grades do cenário.
Quanto à possibilidade de comunicação do trauma ao espectador, este é reconhecidamente “inenarrável”. Nem por isso, deixa de ser dito. Em meio a um cenário que se desconstrói e apresenta uma sucessão de ruídos e quebras, no intuito de chamar o espectador à racionalidade, as atrizes progressivamente abandonam a fala distanciada e o gestual comedido para concentrarem em uma cena a libertação da energia represada, num discurso catártico: um lampejo, fugidio, de acesso ao horror experienciado.
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Sobre essa elaboração narrativa da personagem, contudo, o grupo dispõe mais uma camada mediadora: dedica-se à desconstrução da cena, sabotando a possibilidade de o espectador aderir completamente à narrativa. Para tanto, usa os tais ruídos e quebras, que operam sobre o tempo e sobre a lógica (a entrada anacrônica de um celular; a Fanta servida como chá; etc). Mais do que isso, escancara o processo de construção do espetáculo trazendo à vista das atrizes e do público os agentes de luz e de som. Nesse sentido, radicaliza em relação à cena curta, permitindo que eles extrapolem suas funções e surjam em cena também como atores, reafirmando, assim, o caráter artificial e de construto do que é apresentado.
É interessante ainda notar a diferença de estrutura desse para outros textos do dramaturgo argentino que têm sido montados no país – sobretudo “O Líquido Tátil”, pelo Espanca!, e “Circo Negro”, pela CiaSenhas (PR). Enquanto este se organiza como um texto-manifesto resistente à realização cênica e provocativo em relação à condição do ator; e o outro aponta para as pulsões recalcadas num núcleo familiar dentro de uma história linear em forma de drama corrompido pelo absurdo; “A Noite”… absorve aspectos da estruturação da memória, nessa forma narrativa livre da linearidade, e coloca a intimidade familiar em conflito com uma problemática social.
*Espetáculo visto no Verão Arte Contemporâneo, em Belo Horizonte, em janeiro/2013.
por Luciana Romagnolli
O Verão Arte Contemporânea acabou, mas temos alguns textos a publicar sobre os espetáculos vistos. Neste ano, a programação do VAC foi o refúgio necessário diante das escassas opções de bons espetáculos teatrais na Campanha de Popularização do Teatro e da Dança.
A começar pelas minhas escolhas (obviamente subjetivas) no VAC 2013:
“As Rosas do Jardim de Zula”
“A Noite Devora Seus Filhos”
“Delírio & Vertigem”.
Três espetáculos para serem vistos e revistos em qualquer temporada que façam, pois rendem boas experiências e discussões (logo iremos a elas).
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“As Rosas do Jardim de Zula”. |
PS. Infelizmente, não consegui ver o outro trabalho da Cida Falabella, que foi apresentado em apenas uma data.
por Luciana Romagnolli
O Verão Arte Contemporânea lançou a programação da edição deste ano durante um café da manhã com a imprensa realizado hoje. O teatro está representado por seis espetáculos, sendo dois deles estreias (“Entre Nebulosas e Girassóis”, da Companhia Teatro Adulto, e “Bata-me – Popwitch”, de Diego Bagagal), e uma mostra de dramaturgia.
A dança se faz presente em ao menos nove (dez, se contada a abertura interdisciplinar) das atrações: um crescimento notável em relação ao ano passado, quando havia seis criações na área.
Vamos à programação de dança e teatro? Agende-se:
- Abertura com “Natureza Morta?“, refletindo sobre o distanciamento entre a natureza e o homem contemporâneo. Música por Sérgio Aluotto e Paulo Belo; dança por Guilherme Moraes; moda por Paola Rettore; e artes visuais pelo Grupo Oficcina Multimédia. 11/1 – sex às 19h30, no Museu Minas Gerais Vale (Pça. da Liberdade)
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“Delírio & Vertigem”. Foto de Guto Muniz. |
- Delírio & Vertigem (leia críticas de Soraya Belusi e Marcos Coletta), do Oficinão Galpão Cine Horto, com texto de Jô Bilac e direção de Rita Clemente. A partir de doze textos curtos do dramaturgo Jô Bilac (vencedor do Prêmio Shell 2010), os espetáculos “Delírio & Vertigem”, de mesma concepção artística, oferecem um passeio por faces cômicas e trágicas da alma humana. 17/1 a 03/2 – qui. a dom. às 20h, no Galpão Cine Horto
- Carta de Amor ao Inimigo, do Grupo Cena 11 Cia. de Dança. O grupo catarinense tece o corpo de seu espetáculo instaurando o encontro de opostos para entender unidade. Oposição como devir e condição de disponibilidade na qual o colapso é uma evidência dos limites de negociação dos corpos, não um objetivo. 19/1 – sáb. às 21h, no Sesc Palladium
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“Carta de Amor ao Inimigo”. Foto de Cristiano Prim. |
- Olho + 1331″, do Dança Multiplex, são dois duetos. “Olho: Aresta ou Fresta” traz um exercício de olhar e de percepção. “1331””, um dispositivo para pesquisa em dança, software, música e imagens. 19 e 20/1 – sáb às 21h e dom. às 19h, no Oi Futuro
- Janela de Dramaturgia, com leituras de textos de Assis Benevenuto, Byron O’Neill, Daniel Toledo, João Filho, João Valadares, Marina Viana, Raysner d’Paula, Sara Pinheiro, Vinícius Souza e Wester de Castro. Mesa redonda no dom. às 21h com Luciana Romagnolli. 19 e 20/1 – sáb. e dom. das 18h às 22h, no Teatro Espanca!
- A Arte de Varrer para Baixo do Tapete, com concepção e atuação de Cida Falabella e Mônica Ribeiro e direção de Cida Falabella. O fórum “Sobre Rupturas e Separações” quer instaurar um espaço para ver, ouvir, sentir e pensar sobre processos de rupturas afetivas, através de dois momentos que se complementam: a reflexão cênica “A arte de varrer para baixo do tapete”, que apresenta experiências de duas mulheres em cena, em diálogo com recortes da obra “Cenas de um casamento sueco” de Ingmar Bergman, seguida do debate com o público trazendo pesquisadores da literatura e psicanálise a partir da provocação “Analfabetos sentimentais e rupturas afetivas”. 22/1 – ter às 20h, no Espaço Multiuso do Sesc Palladium
- As Rosas no Jardim de Zula, direção de Cida Falabella e com a Zula Cia. de Teatro. História real de uma mulher que abandona os três filhos e vai tentar encontrar na rua um sentido para sua existência. 24 a 27/1, no Espaço Multiuso do Sesc Palladium; e 02 e 03/2, na ZAP 18 – qui. a dom. às 20h
- Nowhereland – Agora Estamos Aqui, do Coletivo Movasse, busca na obra cinematográfica de Tim Burton inspiração para uma criação coreográfica com toques de humor macabro e no limite entre real e imaginário. 25/1 – sex. às 21h, no Palácio das Artes
- This Is Not, de Guilherme Moraes, é um espetáculo multidisciplinar que propõe a discussão sobre gênero, corpo e sociedade. Participação da artista argentina Susy Shock. 25 a 27/1 – sex. e sáb. às 20h e dom. às 19h, no Espaço Cultural Ambiente
- Órbita, da Companhia Suspensa com Eid Ribeiro. O espaço é atravessado por um plano vertical de 4 metros de comprimento por 2 metros de altura. Confinadas e amarradas a cordas presas ao teto, as duas pessoas tentam. 29 e 30/1 – ter. e qua. às 21h, no Teatro Marília
- Entre Nebulosas e Girassóis, da Companhia Teatro Adulto, dá continuidade à pesquisa do grupo de atuação em espaços reduzidos. Apresenta um homem solitário que aprende a controlar seus sonhos e desiste de viver, inventando um mundo onírico onde há uma mulher que o ama. 30 e 31/1 – qua. e qui. às 21h, no Teatro João Ceschiatti – ESTREIA
- Bata-me (Popwitch), de Diego Bagagal, dá direito a final feliz à trans-bruxa brasileira que reside ilegalmente nos EUA e é espancada pelo Príncipe-Encantado Português. 30 e 31/1 – qua. e qui. às 21h, no Oi Futuro – ESTREIA
- A Noite Devora Seus Filhos, do Paisagens Poéticas, com texto de Daniel Veronese, apresenta uma mulher que conta histórias de pessoas que cruzaram seu caminho desde a infância., com a visão de que é preciso resistir à brutalidade, preservar as emoções e cultivar as palavras. 30 e 31/ e 02 e 03/2 – qua., qui., sáb. e dom às 20h, no Teatro Espanca!
- Meráki, da Companhia Fusion de Dançar Urbanas, abre as portas para outros artistas criando o coletivo Casa Urbana. 01 e 02/2 às 21h – sex. e sáb. às 21h, no Oi Futuro
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“De Nós Dois. Só”. Foto de Ilana Lansky. |
- De Nós Dois. Só, da Quick Cia. de Dança, se dá no campo da improvisação em dança e joga com as circunstancialidades, numa dramaturgia da relação de Leticia Carneiro e Rodrigo Quick, que trazem afetos, desafetos, fragilidades, tensões, simbioses, permanências e solidão. 02/2 – sáb. às 21h, no Teatro Alterosa
- Desassossego em Branco, de Tuca Pinheiro pelo Projeto Singular, parte da pesquisa proposta pela bailarina Renata Mara de experiências corporais com a cegueira ou a baixa visão. Trata do sensível, invisível, inquieto. 03/2 – dom. às 20h, no Espaço Cultural Ambiente
- Família de Rua Apresenta: Tarde Especial de Danças coloca dançarinos de diferentes estilos e escolas se enfrentando em uma disputa no solo do viaduto. 03/2 – dom. a partir das 14h, no Viaduto Santa Tereza
Vertigem sob controle
por Marcos Coletta